APRESENTAÇÃO

   O protótipo que ora se divulga não é uma criação recente. Já em 1965 foi proposto pelo francês, Sr. Guillouet, um modelo de concepção horizontal com as linhas mestras da presente colmeia.

   A necessidade de alimentar, ao longo das últimas três décadas, a velha chama do fascínio de "dialogar" com as abelhas levou o autor a introduzir sucessivas melhorias no modelo original.

   De volumetria variável, sempre adaptada às necessidades presentes da colónia - daí o seu nome - esta colmeia é constituída apenas por dois elementos fundamentais : quadro  e tampa .

   Dado ser uma colmeia totalmente aberta por baixo, são reduzidos  a probabilidade de surgimento do fenómeno da febre de enxameagem  (praticamente nulo), bem como, os problemas decorrentes do excesso de humidade (colónia sempre saudável). A pilhagem sub-reptícia não é de preocupar desde que se cumpram as regras próprias da alimentação artificial e se evitem todos os descuidos a ela inerentes.

   Se o apicultor pretende um conjunto de características de difícil conjugação , tais como, construção simples e custo moderado, fácil fabrico em série, ser bem aceite pelas abelhas , de manejo simples e permitir colheita de mel e cera em boas condições quantitativas e qualitativas, pois bem, esta é a colmeia que se recomenda sem reservas.

   Apresenta, no entanto, dois aspectos menos bons. A perda de verticalidade, dependente da fluidez do própolis e da força de pressão exercida nos quadros (de fácil correcção) e a necessidade de uma intervenção cuidada da parte do apicultor aquando da observação exaustiva da colónia.

   Esta colmeia pode produzir em média, por ano, 20 a 25 Kg, pesando cada quadro completo e perfeito cerca de 5 Kg, dos quais quatro são de mel.

   PS: 

  • Todas as sugestões aqui apresentadas retractam, tão só, a prática apícola do autor desenvolvida algures no concelho de Cantanhede, a 15 Km do mar.

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